sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Privado.

Hoje tive um sonho...
Meia-luz, música calma, quase em câmera lenta.
Um leve odor de suor misturado a uma mistura de fragâncias adocicadas.
O ar era quente e seco fazendo a temperatura do corpo elevar.

Desabotoo as mangas, detecto sinais.
Uma mão, um aperto, um abraço.
Pêlos, pernas e beijos.
Cabelos nos ombros, costas e barriga.

Tocava-me como uma nova descoberta
como uma área inexplorável de sensações
e tentava arrancar de mim um mínimo de prazer incomum.

Vencida.
Cedia pequenos gemidos, suspiros.
Ecoavam pelo ambiente e faziam paredes tremerem.

A água quente que nos envolvia
os carinhos tórridos que nos aquecia.
Movimentos bruscos, suaves afagos envoltos de paixão.
Fagocitando toda a energia que transcendia de dentro de você.


Poucas palavras.
Tocou-me o rosto, tirou o cabelo molhado de meus olhos, beijou-me
a testa e disse com veemência: Eu te amo.

Depois de toda a noite selvagem, estas três palavras me tocaram de
forma mais profunda e o prazer era incomparável aos demais.
A noite terminou com o dia nascendo.

Nascia alí o imensurável do infinito sentimento do prazer.

3 comentários:

  1. Cheio de sensibilidade às sensações que podem parecer vulgares, impressão sua, menina, é sua sensibilidade desabrochando, fazendo nascer , despertar a grande menina sensivel, serena suave... quero-a sempre por perto, bem perto de mim... não quero nunca perder a minha capacidade de ser sensivel e vou me abastecer na sua... pode?

    ResponderExcluir
  2. Bonito. Não lembro a ultima vez que vi o vulgar se tornar em poético de uma forma tão delicada. Parabéns.

    ResponderExcluir
  3. Muito obrigada Julia. Seja bem-vinda!

    ResponderExcluir