terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ruiva lucidez

Fogo que arde em seus pelos
Mulher ruiva, despida de sentimentos
Arde, queima e brota
Mulher ruiva que desabrocha
Encanta a chama escondida dos homens na cama
Ruivo dorso sobre a pele alva
Cor de fogo, do sol, da folha
Ruivos são os cachos da dama
Que envolvido pelos seus contornos
Me envolto com suas cores
Arco-íris selvagem de cores quentes.
Um rugido ávido solta a minha chamariz
A fera ruiva que insiste em me naufragar em calor.
Quente temperatura do seu vermelho-alaranjado
Que destoa a minha vista para o seu entorno.
Mechas, nuances e brilho no sol.
A quente ruiva que não me deixa só.
Num mundo de outros tons tão iguais
Ela por si só, com todo o seu acobreado
Traduz a singularidade de mulher fugaz.
Ruivas dos deuses, dos reis, dos réus
Artigos de luxo, pinceladas a dedo
Enlameadas de sensualidade e pureza.
Perto da ruiva, não há tom, não há cor
Somente vermelho claro, vermelho escuro, vinho
Não, laranja e todas suas variações.

Nunca sei a cor da ruiva, só sei  que me alucina
Acelera, desatina,
me rouba a lucidez.

3 comentários:

  1. 3 posts lindos em menos de duas semanas...
    Os anônimo pira!! hahaha

    :D

    Ah, Cachos ruivos... Deixam minha boca vazia e o coração cheio... rs

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